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Construção de CMS para unificação de ferramentas e informações de produtos

Construção de CMS para unificação de ferramentas e informações de produtos

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Discovery

UI Design

Desing System

Resumo do projeto

CONTEXTO e objetivos

O URI (Unified Retail Item) foi criado para substituir três ferramentas distintas e unificar a jornada de enriquecimento de informações de produto entre todas as marcas das Lojas Renner SA. O cenário anterior era marcado por processos fragmentados, baixa padronização das informações e forte dependência manual, impactando eficiência operacional, qualidade dos dados e escalabilidade.

Objetivos estratégicos

  • Unificar e padronizar o enriquecimento de produtos;
  • Reduzir esforço manual, inconsistência e custo operacional;
  • Viabilizar escala entre marcas e times.

Objetivos de design

  • Centralizar o enriquecimento de informações de produto;
  • Padronizar etapas, regras e critérios do fluxo;
  • Reduzir retrabalho e dependência manual;
  • Permitir escala com coexistência de ferramentas legadas.

Restrições

  • Coexistência com ferramentas legadas;
  • Viabilidade técnica no framework Strapi.

01/

Discovery

Para compreender o problema em profundidade, conduzimos um processo de discovery focado na observação do trabalho real, envolvendo usuários, processos e sistemas existentes.

Foram utilizadas abordagens qualitativas e analíticas para mapear como o cadastro de mídias e enriquecimento de produtos acontecia na prática, quais ferramentas eram utilizadas, onde surgiam fricções e como as decisões operacionais impactavam o resultado final.

O discovery teve como foco identificar padrões, variações entre times e gargalos estruturais do fluxo.

Pesquisa qualitativa/Entrevistas de profundidade

Em formatos semiestruturados, com duração de 60 a 90 minutos com usuários, extrai insights ricos sobre motivações, dores e comportamentos. Posteriormente analisei as gravações por meio de análise temática para identificar padrões, criar personas, mapear jornadas e priorizar funcionalidades de forma estratégica.

Workshops e Ferramentas de Co-design

Organizei sessões com stakeholders e times multifuncionais para mapear o ecossistema, alinhar objetivos e priorizar soluções (brainstorming, jornada e MoSCoW), garantindo entendimento coletivo dos problemas e decisões.

Evidências chave

98%

dos usuários relataram que passavam grande parte do seu dia executando tarefas repetitivas.

7-15min

era o tempo de execução das atividades para um produto.

+85%

dos usuários relataram que recorriam a soluções alternativas, pois as ferramentas não tinham todos os recursos necessários.

52%

dos usuários relataram que precisavam executar suas atividades manualmente, pois a ferramenta não possuía os recursos necessários.

Fonte: pesquisa com 14 usuários internos + diagnóstico do processo (discovery).

Esses métodos permitiram mapear com precisão os pontos de dor internos e definir requisitos de forma estratégica. Com base nesses insights sólidos, selecionei e priorizei funcionalidades que realmente agregavam valor ao negócio e ao usuário, garantindo que o design fosse embasado em necessidades reais e perspectiva estratégica.

Problema central

Como padronizar e escalar uma jornada complexa de enriquecimento de produtos, envolvendo múltiplos times e ferramentas, sem comprometer governança, qualidade da informação e adoção pelos usuários?

 

Essa formulação sintetiza o problema sob três perspectivas:

  • Usuários: esforço elevado, retrabalho e baixa clareza do processo;
  • Negócio: alto custo operacional e dificuldade de escalar;
  • Tecnologia: coexistência de sistemas legados e baixa padronização.

02/

HIPÓTESES

Hipóteses orientadoras

Se a jornada de enriquecimento for padronizada, então a variação entre times tende a reduzir, diminuindo retrabalho e inconsistência de dados.

Se dados existentes forem reutilizados a partir de regras claras, então o esforço manual tende a diminuir sem perda de controle.

Se automações seletivas forem aplicadas, então é possível aumentar eficiência mantendo governança e qualidade da informação.

validação das hipóteses

As hipóteses foram construídas a partir dos insights do discovery e validadas de forma incremental por meio de:

Prototipação progressiva (fluxos críticos);

Testes de usabilidade moderados e não moderados;

Análise de cliques, tempo de execução e erros;

Feedback qualitativo dos usuários-chave.

Estratégias para mitigação de riscos

Fragmentação de fluxos críticos para entendimento e validação progressiva

Checkpoints recorrentes com engenharia para garantir viabilidade técnica no Strapi

Uso de padrões do Design System para consistência e escalabilidade

Testes iterativos para reduzir retrabalho antes do desenvolvimento

03/

Ideação

Para explorar caminhos de solução alinhados às necessidades reais dos usuários, utilizamos como insumos os aprendizados do Discovery, incluindo blueprint AS IS, estudo de personas, mapeamento da jornada do usuário e análise das ferramentas existentes. Essas abordagens permitiram identificar variações entre times, pontos críticos do fluxo e oportunidades.

 

Com foco em explorar alternativas para validar as hipóteses formuladas, avaliando diferentes níveis de flexibilidade, automação e governança.

Foram considerados caminhos que variavam entre:

  • Flexibilidade total para os times;
  • Padronização rígida do fluxo;
  • Modelos intermediários com regras parametrizadas.

 

Durante essa etapa, analisamos impactos operacionais, riscos de inconsistência e implicações para escalabilidade e adoção.

Blueprint AS IS

Mapeamento detalhado das etapas do fluxo atual de cadastro de mídias e enriquecimento, evidenciando dependências, gargalos e pontos de retrabalho entre sistemas e equipes.

Estudo de personas

Aprofundamento nas motivações, comportamentos e necessidades de cada perfil, permitindo ajustar o design às demandas reais do processo.

Mapeamento da jornada do usuário

Análise dos passos executados pelos usuários ao longo do fluxo, destacando fricções, expectativas e oportunidades de simplificação.

Legenda: Imagens de referência ao blueprint as is

Legenda: Imagem dos fluxos mapeados

A partir da ideação, foi necessário assumir trade-offs claros entre autonomia local e governança sistêmica.

Identificamos que soluções com alta flexibilidade aumentariam autonomia dos times, mas comprometeriam previsibilidade, controle e escala.

 

As decisões de design passaram a priorizar:

  • Redução de variação entre equipes;
  • Governança baseada em regras, não em exceções;
  • Reutilização de dados existentes;
  • Automação com critério (alto impacto, baixo risco);
  • Implementação de funcionalidades e ferramentas de apoio dentro da jornada.

Decisões e trade-offs de design

Decisão central: Governança em vez de flexibilidade total

A decisão central do projeto é evitar flexibilidade total e adotar uma estratégia de parametrização de regras, garantindo governança, previsibilidade e escala.

Estratégia adotada

Importar informações cadastrais de produtos provenientes de ferramentas legadas que permanecem no ecossistema. Esses dados já chegam pré-preenchidos, seguindo regras definidas pelos coordenadores dos times de enriquecimento.

Como isso funcionava na prática

Os usuários validam e editam informações pré-existentes apenas quando necessário, sempre dentro de padrões estabelecidos. Essa abordagem reduz erros, retrabalho e variações entre equipes, aumentando a previsibilidade do fluxo.

Automação complementar

Como complemento à estratégia de governança, o URI será integrado uma API de tradução que converte informações do português para o espanhol automaticamente. O usuário apenas confirma e ajusta regionalismos, garantindo consistência entre os mercados brasileiro e uruguaio com menor esforço operacional.

04/

Prototipação

Na prototipação, priorizamos fluxos críticos do enriquecimento e mídias e padrões reutilizáveis (componentes, estados e validações), garantindo consistência com o Design System e viabilidade no framework utilizado. Os protótipos permitiram:

  • Simular a experiência de edição e validação de dados;
  • Testar estados, regras e exceções do fluxo;
  • Avaliar clareza, previsibilidade e eficiência da interação.

Legenda: Antes x depois fluxo da caixa de entrada

Legenda: Antes x depois fluxo de enriquecimento do produto

Legenda: Antes x depois fluxo de enriquecimento do grupo de cor

Legenda: Fluxo de mídias - perfil estúdio

Legenda: Fluxo de mídias - perfil fotógrafo

05/

Validação

Na validação, o objetivo foi garantir que a solução realmente melhorava previsibilidade e eficiência sem comprometer usabilidade. Foram conduzidos testes de usabilidade não moderados (Maze) e moderados por videoconferência.

 

Foram analisados:

  • Tempo e facilidade de completar tarefas críticas;
  • Pontos de erro e dúvida;
  • Clareza das regras;
  • Confiança no fluxo.

Tarefas validadas

Fluxo de mídias (estúdio interno e fotógrafos parceiros);

Fluxo de caixa de entrada;

Fluxo de enriquecimento;

Fluxo de enriquecimento da tradução.

Legenda: Heatmaps dos testes de usabilidade

Legenda: Documentação de resultados

Os insumos da validação foram usados para ajustar pontos de fricção antes de escala, reforçando a lógica de dual-track: discovery e delivery andando em ciclos curtos, com validação contínua.

06/

Resultados

Os resultados foram mensurados utilizando testes de usabilidade para a comparar antes/depois em fluxos críticos, percentual de cliques, tempo de execução e feedback qualitativo dos usuários.

Principais resultados alcançados

-76,67%

no tempo de execução de fluxos críticos;

-40%

na taxa de cliques

+85%

de consistência na jornada entre os times

97%

de satisfação geral com a nova ferramenta.

Mensuração: comparação antes/depois em fluxos críticos (tempo e cliques) + satisfação coletada em avaliação com usuários após testes.

24

Usinas termoelétricas

em operação

+110mil

Consumidores atendidos

+68mil

Hectares de Palma

Sustentável

+32mm

Litros de Biodisel

produzidos por ano

07/

Handoff

Além da entrega das interfaces, foi possível permanecer próximo aos desenvolvedores, com disponibilidade para suporte, esclarecimento de dúvidas e revisão de pontos de melhoria que poderiam ser tecnicamente mais interessantes e tratados pela interface.

Impactos e aprendizados

O projeto reforçou a importância de tratar governança como parte da experiência do usuário e não como uma camada externa ao design.

  • Além dos ganhos operacionais, o projeto estabeleceu uma base escalável para evolução futura do sistema;
  • A solução trouxe ganhos relevantes em previsibilidade do fluxo e qualidade do dado;
  • Limitações do framework e do legado exigiram priorizar consistência e viabilidade sobre refinamentos de UX em alguns pontos, com plano de iteração futura;
  • Um aprendizado importante foi perceber que, em contextos internos, clareza de regras e previsibilidade do fluxo geram mais valor para os usuários do que liberdade total de configuração;
  • A estrutura criada também abre espaço para evoluções futuras, como novas automações, integrações adicionais, suportar novos idiomas/países e métricas mais robustas de acompanhamento, sem necessidade de reestruturação do fluxo.

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